sábado, 3 de novembro de 2012

Exemplo de superação: Limitação vence barreiras


03/11/2012 12h15 - Atualizado em 03/11/2012 12h15

Jovem que se comunica por piscar de olhos faz prova do Enem no ES

Lucas Saar tem doença degenerativa, mas aprendeu a ler.
Outra superação do jovem, de 21 anos, foi votar pela primeira vez em 2012

Lucas Saar aprendeu a ler e, neste fim de semana, faz a prova do Enem, no Espíito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Lucas Saar aprendeu a ler e, neste fim de semana,

faz a prova do Enem (Foto: Reprodução/TV Gazeta)


A comunicação é apenas com os olhos e a cabeça, mas a vontade de levar uma vida normal fez com que o estudante Lucas Saar, de Cariacica, na Grande Vitória, superasse as limitações de uma doença degenerativa e aprendesse a ler. Aos 21 anos e terminando o ensino médio, o jovem é um dos candidatos da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre nesta sábado (3) e domingo (4). Ele vai fazer a prova em casa.
A doença acompanha o rapaz desde que ele era bebê. Hoje, Lucas vive internado na própria casa, sempre rodeado por um respirador, um monitor de batimentos cardíacos e um cilindro de oxigênio. Os pais contaram que os médicos chegaram a dizer que o menino teria pouco tempo de vida. Meu coração de mãe explode com todas essas conquistas" Thanan Saar, mãe “Quando ele tinha um ano de vida, a gente começou a perceber que ele estava com algum retardo no seu desenvolvimento de criança normal. Fomos encaminhados para especialistas em São paulo e lá foi contatado que ele tem uma atrofia espinhal progressiva, que é uma doença degenerativa”, explicou o pai, Márcio Casula Saar.
Apesar da comunicação através do piscar de olhos, a mãe garantiu que o filho entende tudo o que lhe é falado. “O coração de mãe explode, não tem como não ficar feliz com todas essas conquistas. A gente ajuda o Lucas a trilhar esse caminho, mas essas são decisões dele, são as vontade dele. É ele que quer fazer a prova não somos nós que obrigamos”, disse a mãe Thanan Barbosa Saar.
Uma das primeiras conquistas de Lucas, ainda no ano de 2008, foi poder votar pela primeira vez nas eleições para prefeito e vereador. Para os pais, a força de vontade de lutar contra as dificuldades são o maior motivo de orgulho e as conquistas e sonhos de Lucas não param no Enem.
“Eu e minha esposa lutamos junto com ele até hoje, conseguimos muitas vitórias para ele e com certeza essa vai ser mais uma”, completou o pai. A força de vontade de Lucas é exemplo para os mais jovens. “Olhando pra ele, mesmo com as dificuldades dele, ele está sempre bem, sempre alegre. Desse modo a gente se questiona 'por que às vezes a gente não se motiva e ele está sempre desse jeito?'”, finalizou a estudante Emilly Bernardino.
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Com 21 anos e muitas conquistas, Lucas é exemplo para familiares, no Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Com 21 anos e muitas conquistas, Lucas é exemplo para familiares, no Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O que é a Síndrome de Asperger?


O que é a Síndrome de Asperger?



A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.
Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.
Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.


Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?

As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.

Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.
Fonte: (Nova Escola)

Autismo



Algumas questões sobre o autismo

Alunas autoras: Bruna Eliza, Cinthia Loyola e Priscila Fernandes

O que é o autismo?
É um transtorno global no desenvolvimento (TGD), caracterizado por prejuízos qualitativos nas habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação ou presença de estereotipias de comportamento, interesses e atividades. Vem sendo estudado pela ciência a cerca de seis décadas, mas ainda apresenta muitas divergências e perguntas sem respostas claras. Tem origem na infância e persiste ao longo de toda a vida, aparece nos três primeiros anos de vida, acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. Apesar de ser um distúrbio do desenvolvimento recorrente, o autismo ainda é visto com surpresa. Talvez isso aconteça por apresentar uma infinidade de características peculiares e também pelo fato de que a criança autista apresenta uma aparência física totalmente normal.

Quais as características e sintomas mais comuns que identificam a síndrome do autismo?
Segundo a ASA - American Society for Autism (Associação Americana de Autismo), a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança variando em intensidade de mais severo a mais brando, não sendo obrigatório que a criança apresente necessariamente todas essas características e sintomas.
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças;
2. Riso inapropriado;
3. Pouco ou nenhum contato visual;
4. Não quer ser tocado;
5. Isolamento, modos arredios;
6. Gira objetos;
7. Cheira ou lambe os brinquedos, inapropriada fixação em objetos;
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade;
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino;
10. Aparente insensibilidade à dor;
11. Acessos de raiva - demonstram extrema aflição sem razão aparente;
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares);
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal);
14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina;
15. Age como se estivesse surdo;
16. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras;
17. Não tem real noção do perigo;
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos;
Que aspectos especificamente são comprometidos em uma criança autista?
O autismo se configura em uma síndrome que compromete três fatores extremamente necessários ao desenvolvimento humano acarretando, assim, desvios qualitativos na comunicação – é possível encontrar crianças que não desenvolvem a linguagem verbal ou que têm dificuldades em qualquer outra forma de comunicação (expressão facial e gesticulação), e a própria linguagem verbal por vezes é repetitiva e não comunicativa; na sociabilização – dificuldade de compartilhar gostos, emoções e sentimentos, e de distinguir as pessoas; e na imaginação – apresentam pensamento, linguagem e comportamento rígidos e inflexíveis, dificuldades de aceitar mudanças (por mais simples que elas possam parecer) e, também, dificuldade nos processos criativos.

De que maneira a educação pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo e social da criança autista?
A educação é um dos melhores recursos que pode auxiliar no desenvolvimento de uma criança autista. Na instituição educacional essa criança terá profissionais e abordagens específicas voltados para suas necessidades. O estímulo ao desenvolvimento cognitivo se dá a partir da realização de atividades baseadas em métodos de educação especializados para autistas, onde é realizada primeiramente uma avaliação para se definir os objetivos de acordo com as áreas de aprendizado. Sem contar com o fato de que o ambiente escolar proporciona o contato com outras pessoas, autista ou não, estimulando o desenvolvimento de sua capacidade de sociabilização.

De que maneira é realizada a abordagem escolar com essas crianças?
Atualmente, o enfoque das abordagens escolares é fazer com que essas crianças aprendam conceitos básicos da vida em sociedade a fim de proporcionar seu melhor funcionamento no meio social. As escolas, atualmente, priorizam o tratamento individualizado para cada criança. Dentre os modelos educacionais o mais importante, neste momento, é o método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and related Communication Handicapped CHildren), desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte na década de sessenta e que tem como postulados básicos de sua filosofia:
 Propiciar o desenvolvimento adequado e compatível com as potencialidades e a faixa etária do paciente;
 Funcionalidade (aquisição de habilidades que tenham função prática);
 Independência (desenvolvimento de capacidades que permitam maior autonomia possível);
 Integração de prioridades entre família e programa, ou seja, objetivos a serem alcançados devem ser únicos e a estratégias adotadas devem ser uniformes.
Dentro desse modelo, é estabelecido um plano terapêutico individual, onde é definida uma programação diária para a criança autista. O aprendizado parte de objetos concretos e passa gradativamente para modelos representacionais e simbólicos, de acordo com as possibilidades da criança.

Como é obtido o diagnóstico de autismo?
Um diagnóstico preciso só pode ser dado por profissionais qualificados, e deve ser baseado no comportamento, anamnese (levantamento detalhado dos dados fisiológicos e patológicos pregressos do doente e seus familiares) e observação clínica do paciente. O diagnóstico é clínico e não pode ser obtido somente com a realização de testes ou escalas de avaliação. Os sistemas de avaliação mais utilizados para realizar o diagnóstico são o DSM-IV-TR e CID-10. Avaliações de ordem psicológica, fonoaudiológica e pedagógica são importantes para uma avaliação global do paciente.

Que tipo de tratamento é realizado com autistas? Ele dever ser exclusivamente médico e à base de medicamentos?
O que se propõe é que seja feito um tratamento composto por uma equipe multi- e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e orientação familiar), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico. A farmacoterapia (através da utilização de neurolépticos, anfetaminas, anti-opióides, complexos vitamínicos associados ao Aspartato de Magnésio e o uso de ácido Fólico) continua sendo componente importante em um programa de tratamento, porém nem todos os indivíduos necessitarão utilizar medicamento.

Considerações
O que nós buscamos com o nosso trabalho foi esclarecer as questões mais básicas de ordem conceitual, educacional e clínica em relação ao autismo de uma maneira simples e objetiva. Perceber que há tratamento e acreditar no potencial de uma criança autista é permitir que ela tenha oportunidade de crescer como qualquer outra criança. Com amor, paciência e determinação, tudo é possível! Esperamos que tenham gostado.


Bibliografia
GAUDERER, E. Christian. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento: uma atualização para os que atuam na área. Ministério do bem-estar social. Brasília, 1993.
KIRK, Samuel A., 1994 – Educação da criança excepcional / Samuel A. Kirk, James J. Gallagher; [tradução Marilia Zanella Sanvicent]. 3ª Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 1996.
Site: www.ama.org.br

Altas habilidades e Superdotação.


Conceitos sobre Altas Habilidades/Superdotação

Alunos autores: Cezanildo Ferreira Lima e José Orlando de Sousa Júnior

O quê são Pessoas com Altas Habilidades? Quais são essas Altas Habilidades? Muitas pessoas não sabem o que vem a ser essa necessidade educacional especial. Os professores acabam achando que são crianças “prontas”, que já sabem tudo ou que tem a habilidade de aprender tudo.

Muitos sofrem discriminação nas escolas e são tachados de “CDF”, “nota 10 em tudo”, “exibido”, dentre outras formas de rotulação que lhes são dadas. Alguns professores até os consideram problemáticos, por serem questionadores e não admitirem respostas infundadas, ou regras sem fundamentação lógica, por isso às vezes sofrem perseguições inclusive dos próprios professores por terem um sentimento de “inveja”, “desprezo” ou “revanche”.

A Organização Mundial de Saúde calcula que cerca de 3,5% a 5% de toda a população mundial possua alguma categoria de Alta Habilidade. É necessário que se compreenda quem são e como trata-los para que se desenvolva uma educação humanitária que tem como princípios a igualdade e o respeito.

Atualmente, não existe uma concordância entre os estudiosos sobre o que seria a superdotação ou altas habilidades. Um dos conceitos mais citados vêm de Joseph Renzulli, que criou a teoria dos três anéis. A respeito desse conceito NICOLOSO E FREITAS dizem:

Este conceito atribui aos Portadores de Altas Habilidades um conjunto constante de características que se mantém estáveis ao longo de suas vidas. Habilidade acima da média, alta criatividade e um grande envolvimento com as tarefas, ou seja uma alta motivação. Estes grupos se entrelaçam entre si e precisa haver uma interseção destes três "anéis" para que se possa afirmar que alguém é portador de altas habilidades.(NICOLOSO E FREITAS,2002)
Renzulli define as Altas Habilidades em duas categorias distintas, a superdotação acadêmica e a produtivo criativa. A primeira é facilmente identificada pela realização de testes de QI, pois tem relação com a aprendizagem de conteúdos, principalmente com as áreas lingüísticas ou lógico-matemáticas. A respeito dos alunos com Altas Habilidades que possuem nessa categoria Stobäus e Mosquera (orgs.), 2004 dizem que:

O seu desenvolvimento tende a enfatizar a aprendizagem dedutiva, o treinamento estruturado no desenvolvimento dos processos de pensamento e a aquisição, armazenamento e recuperação das informações.(STOBÄUS E MOSQUERA, orgs. 2004, p. 239).

Já a segunda relaciona-se com a criação do ser humano e sua criatividade, sendo quase impossível medi-la pelos atuais testes de QI. Geralmente o possuidor dessa categoria de Altas Habilidades, trabalha nos problemas e áreas que têm relevância para ele. Stobäus e Mosquera (orgs.), 2004 dizem que:

A pessoa com Altas Habilidades produtivo-criativa geralmente se destaca por ser mais questionadora; extremamente imaginativa e inventiva e dispersiva, quando a tarefa não lhe interessa, não apreciando a rotina e tendo modos originais de abordar e resolver os problemas, pelo que muitas vezes tem baixo desempenho e falta de motivação.(STOBÄUS E MOSQUERA, orgs. 2004, p. 240).

Ainda sobre a pessoa com Altas Habilidades produtivo-criativa é importante ressaltar que como dificilmente podem ser identificados pelos atuais testes de QI, acabam por não serem tratados como PAH (pessoa com Altas Habilidades), e como desenvolvem-se mais nas áreas de criação, que não é muito contemplada pelos sistemas educacionais atuais e currículos, tende a ter um baixo rendimento escolar.

Um outro estudo pode ser relacionado com a teoria de Renzulli, é o estudo de Gardner (2005) sobre os tipos de inteligência, que são: inteligência lingüística, inteligência lógico-matemática, inteligência espacial, inteligência musical, inteligência sinestésica, inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal, inteligência naturalista e inteligência existencial ou espiritualista.

Segundo Gardner (2005), um indivíduo pode desempenhar bem atividades relacionadas a um tipo de inteligência e atividades de outras inteligências não, de forma que seu rendimento escolar pode ser comprometido.

Muitos estudos e pesquisas definem que o aluno com altas habilidades nem sempre pode ser identificado por obter um escore superior a 120 ou 130 nos testes tradicionais de QI.

Segundo o Ministério da Educação (2001), nas Diretrizes Nacionais para a Educação Básica, podem ser consideradas superdotadas as crianças que:

apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes e capacidade psicomotora. (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2001).

Todos os conceitos citados concordam na questão de que a superdotação ou Altas Habilidades colocam o aluno em uma posição de destaque, seja na superdotação acadêmica, quando o aluno tem uma grande capacidade de assimilação do conhecimento na sala, ou na superdotação produtivo-criativa, onde o aluno usa da criatividade com muita habilidade, e que nem sempre é contemplado nos currículos escolares com essa capacidade.

Uma questão polêmica merece destaque nessa pequena resenha, diz respeito á educação dessas crianças com Altas Habilidades, pois muitos acham que elas já chegam prontas para aprender, ou já sabem de tudo e são boas em tudo, isso é um mito, pois como qualquer criança necessitam de um acompanhamento sério e competente. Cabe ao professor deixar de lado seus paradigmas e entender a criança como ser humano.

Bibliografia


GARDNER, H. (1995). Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (2001). Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica - Resolução nº 02 de 11 de setembro de 2001.

STOBÄUS, Claus Dleter; MOSQUERA, Juan José Mouriño. Educação Especial: em direção à educação Inclusiva. 2ª ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.

NICOLOSO, Claudia Maria Ferreira; FREITAS, Soraia Napoleão. A escola atual e o atendimento aos portadores de Altas Habilidades. 2002. Disponível no site: WWW.coralx.ufsm.br/revce/ceesp/2002/01/a2.htm. Acesso em 12/03/2010 às 15:00h.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Trabalhando com quebra-cabeça   
(um sucesso na sala de AEE)

Usando o quebra -cabeça com o objetivo de desenvolver o raciocínio lógico das crianças matriculadas no AEE Atendimento Educacional Especializado.
Esta atividade visa não só a montagem do quebra-cabeça mas também a contagem da história através das imagens formadas  pelo quebra-cabeça.
Ao final da atividade foi possível

 observar como está o raciocínio lógico e o desenvolvimento no conto e reconto de histórias de cada aluno.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Meu local de trabalho

Alunos sendo atendidos na sala de recurso
Sou professora do Atendimento Educacional Especializado. A primeira sala de recurso do município de Apuarema. Começou a funcionar este ano, divido a responsabilidade com duas colegas. Atendemos a pessoas com deficiência Intelectual, Síndrome de down, autismo, com surdez, paralisia e baixa visão. Minha formação é em pedagogia, fiz especialização em educação Infantil e Educação Especial (em processo), fiz curso de formação continuada em Atendimento Educacional Especializado e atualmente estou cursando"TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS" e "ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA SURDOS" ambos oferecidos pelo MEC. Procuro desenvolver todo o trabalho demonstrando afeto, pois amo o que faço. Sempre que posso estou me capacitando, para dar melhor consistência a  prática.
Nestes anos no exercício do magistério, tenho buscado construir uma relação de morosidade para com meus alunos e para com todos os que me rodeiam principalmente no meu ambiente de trabalho. As minha colegas aprendi a respeitá-las e admirará-las enquanto profissionais. Nos tornamos mais que colegas, somos amigas e muitas vezes até confidentes.
A equipe gestora, se empenham para ver acontecer o processo de inclusão, nos apoiando no que for necessário. Aos funcionários, vejo um acolhimento bem humano dispensados a nossos alunos e a todos ao seu redor. Aos meus colegas professores da escola regular, percebo uma grande preocupação buscando solucionar os desafios propostos pelo dia-a-dia.
A estrutura física da unidade escolar, está longe do que desejamos, porém com a força humana, vamos adaptando, nos apoiando em fim buscando. Para então fazermos a diferença!

Notícia relevante


APUAREMA ALCANÇA IDEB ACIMA DA META, APONTA MEC

Estudantes da 5ª série - A - Matutino, da Escola Aurino Nery de Souza
O município de Apuarema superou as metas na educação propostas pelo Ministério da Educação (MEC) para serem alcançadas em 2011 no ciclo de ensino fundamental inicial (de 1ª a 4ª série), com média de 3.4, mas ficou abaixo da meta para o ensino fundamental final (de 5ª a 8ª série) com 2.2, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na última terça-feira (14).

O Ideb foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil.  Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula, sendo em Apuarema avaliados as Escolas Municipais Aurino Nery de Souza, Francisco Pedro dos Santos, Padre Vieira e Colégio Estadual Dr. Vasco Filho.

A Secretária Municipal de Educação, Zaira Dias, relatou, ao Blog Apuarema em Foco, todo processo desenvolvido pela Secretaria, coordenadores pedagógicos, professores, alunos e pais, para melhoria da nota do Ideb. Para Zaira, desde a Jornada Pedagógica de 2010 toda comunidade escolar se dedicou para reverter o quadro, mesmo sendo retificado o erro da nota do Ideb de 2009, pois, toda imprensa regional e nacional veiculou a nota (0.5), sendo a pior do Brasil. 




Fonte: Apuarema em foco

Construindo casas

Construindo casas.


Esta atividade foi desenvolvida com o objetivo de mostrar os vários tipos de moradia, bem como para desenvolver a criatividade e a coordenação motora dos alunos.

  1. O primeiro passo foi distribuir uma desenho de uma casa, na superfície plana (papel  carta). Seguindo o aluno pintaria o desenho com suas cores preferidas,  lados, piso, e telhado da casa. Depois de pintadas eles irão recortar e montar a casa. 
  2. Depois que todos os alunos terminaram da realizar a tarefa na construção das casas. Numa mesa escolar, montamos uma maquete com ruas utilizando as casas confeccionadas.
Com esta atividade, trabalhamos com cores, coordenação motora, lateralidade, dentre outros conteúdos que nos permitiram explorar. 

Projeto Pipa - Ações




PROJETO PIPA.

Este projeto foi elaborado e executado pelos alunos e as professoras do Atendimento  Educacional Especializado da Escola Centro Educacional de Apuarema.

Objetivos

- Facilitar o processo de aprendizagem através de pesquisas na internet;
-Desenvolver habilidades artísticas e senso de cooperação;
- Conhecer algumas brincadeiras e brinquedos do folclore brasileiro;

Desenvolvimento:

Aproveitando a semana do folclore, demos início a projeto de confecção de pipas.
Apresentando aos alunos algumas brincadeiras  e brinquedos do folclore brasileiro, com dando ênfase para a pipa.
O passo seguinte, foi a realização de uma pesquisa na internet,  professoras e alunos  pesquisando sobre os diferentes nomes apresentados nas regiões: Pipa, papagaio, arraia...Depois passamos a pesquisar os diferentes modelos de pipas: times, desenhos de animais, xadrez, diagonal etc. Pesquisamos também sobre como soltá-las. Falamos do perigo do Cerol.
Um dos alunos da sala tinha mais habilidade na confecção de pipas, então solicitamos que ele nos ajudasse \ elencar os materiais necessários. O passo seguinte foi a confecção das armações com bambu, que também contamos com ajuda deste aluno.
Depois de confeccionarmos as armações, confeccionamos as pipas, as rabiolas foram confeccionadas com sacolas plásticas, reciclagem de materiais. As pipas  ficaram bem coloridas, terminada a fase de confecção. Soltamos na área da escola. E levaram para casa.

Nestes momentos de construção pudemos perceber a interação entre os alunos e as professoras, e o quanto eles puderam construir momentos de interação entre eles, de ajuda e de cooperação.