Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os
reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o
colocou diante do grupo. Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os
cegos até o elefante para que o apalpassem. Um apalpava a barriga, outro a
cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas. Quando todos os
cegos tinham apalpado o paquiderme , o príncipe ordenou que cada um explicasse
aos outros como era o elefante, então, o que tinha apalpado a barriga, disse
que o elefante era como uma enorme panela. O que tinha apalpado a cauda até os
pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma
vassoura. "Nada disso ", interrompeu o que tinha apalpado a orelha.
"Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto". O que
apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: "Vocês estão por fora. O
elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de
água...". "Essa não", replicou o que apalpara a perna, "ele
é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de
flexibilidade, é rígido como um poste...". Os cegos se envolveram numa
discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que
o certo era o que ele dizia. Evidentemente cada um se apoiava na sua própria
experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que
afirmavam. O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam
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